REGIME FECHADO

Acusados de participar de latrocínio em padaria são condenados a 63 anos

Acusados de participar de latrocínio em padaria são condenados a 63 anos

Dupla foi condenada, em regime fechado, por associação criminosa, roubo duplamente qualificado, latrocínio e corrupção de menores

Dupla foi condenada, em regime fechado, por associação criminosa, roubo duplamente qualificado, latrocínio e corrupção de menores

Publicada há 8 anos

Por Breno Guarnieri 


A Justiça condenou na quinta-feira (11) dois dos quatro acusados de envolvimento no latrocínio (tentativa de roubo seguida de morte) do comerciante Célio Buzato Júnior, de 52 anos, ocorrido, em janeiro deste ano, na padaria Popular, na região central de Fernandópolis. 


G.H.A., de 20 anos, e G.H.P., de 19 anos, foram condenados, em 1ª instância, a 63 anos de prisão, em regime fechado, por associação criminosa, roubo duplamente qualificado, latrocínio e corrupção de menores. 


Segundo apurou a Reportagem de “O Extra.net”, a defesa dos dois réus condenados já entraram com recurso para tentar reverter a decisão. O julgamento de L.H.B., de 20 anos, autor do disparo que matou Célio durante a investida criminosa, foi adiado, tendo em vista que o juiz aceitou um pedido de avaliação psiquiátrica, feito pelo advogado do suspeito. L.H.B. continua preso até fazer os exames e, caso fique comprovado algum tipo de doença mental, será encaminhado para um hospital, onde deve cumprir a pena determinada pela Justiça. 


ATRÁS DAS GRADES 

Os dois condenados e o réu que ainda vai fazer avaliação psiquiátrica, até o fechamento desta edição, estavam no CDP de Riolândia/SP, à disposição da Justiça. 


QUARTO ACUSADO

Outro jovem, que também foi acusado de participação no latrocínio, continua detido e foi ouvido durante a audiência de quinta-feira. Na época do crime ele tinha 17 anos. O jovem também está detido em uma unidade da Fundação Casa à disposição da Justiça.


O CASO 

Célio Buzato Júnior, dono da padaria Popular, em Fernandópolis, foi morto por um tiro na noite do dia 31 de janeiro deste ano, durante a tentativa de assalto. Era fim de expediente e o comerciante fechava o seu estabelecimento quando os criminosos invadiram o local. Uma câmera de segurança registrou o momento em que os ladrões adentram e um deles atirou na vítima. A ação toda durou menos de 40 segundos. 


Conforme o depoimento de L.H.B. à Polícia, no momento da invasão à padaria de Célio, o comerciante não acreditou que ele (L.H.) estava armado com um revólver e “esboçou uma reação”, ocasião em que foi atingido por um tiro. Célio caiu no chão e morreu na hora. O adolescente de 17 anos estava do lado de fora da padaria, ao volante de um Voyage, preparado para fuga. Após o crime, o quarteto conseguiu fugir, mas os envolvidos foram presos pela Polícia no decorrer das investigações. 


G.H.A. e G.H.P. foram condenados pela Justiça de Fernandópolis, em 1ª instância 



L.H.B., autor do disparo que matou Célio, passará por avaliação psiquiátrica 



Quarto acusado, menor de idade na época do crime, permanece detido em uma unidade da Fundação Casa 







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