ENTRELINHAS

Disputa com cervejaria Itaipava pode tirar o Oba! de Votuporanga

Disputa com cervejaria Itaipava pode tirar o Oba! de Votuporanga

Por Beto Iquegami

Por Beto Iquegami

Publicada há 8 anos

Disputa com cervejaria Itaipava pode tirar o Oba! de Votuporanga


O problema emergiu já no carnaval deste ano, quando, às vésperas do início do evento, os organizadores receberam notificação da Prefeitura; agora, já mediando o ano, a resolução começa a ganhar contornos dramáticos e pode, em última instância, levar à transferência do Oba! para outra cidade. E, resumidamente, o problema está na exclusividade concedida pela Prefeitura votuporanguense ao Grupo Itaipava para comercializar seus produtos no interior do Recinto de Eventos - mesmo local que abriga o Carnaval -, com o qual não concordam os organizadores do bloco (que geram 1,5 mil empregos e renda de R$ 20 milhões) que teriam pagos, antecipadamente, R$ 1,6 milhão à municipalidade, para conclusão e melhorias no recinto. Eles querem plena liberdade na escolha do fornecedor. E ameaçam!



População e empresáriado apoiam o Oba!, Prefeitura a cervejaria


O contencioso só piora com o fluir dos dias. De um lado, os organizadores batem o pé naquilo que alegam ser um direito e premidos pelo tempo, buscam resolução imediata, contando, inclusive, com amplo apoio popular e de empresários, de olho nos polpudos lucros advindos do evento; do outro, o município, sob a batuta do prefeito João Dado, insiste no cumprimento do contrato com a cervejaria. A briga está na Justiça que, devido à tradicional morosidade, pode trazer uma decisão tardiamente. Neste cenário, aquilo que era infactível outrora, pode se consolidar como única possibilidade em 2018: a realização do Carnaval do Oba! 2018 em outra cidade. Ao que parece, enquanto propostas abundam e já estão na mesa, a possibilidade de um “acordão” diminui.






Pinato: Joesly Batista na Cadeia


Pregando o cumprimento da Constituição que estabelece eleições indiretas caso o presidente Michel Temer caia, o deputado federal fez contundente explanação na Comissão de Constituição de Justiça. Inicialmente ele defendeu a prisão imediata do delator Joesly Batista, dono da JBS, qualificando-o como “o maior bandido da história do país” e que teve como sanção o benefício da liberdade e o direito de deixar o Brasil. Pinato também classificou como golpe o desrespeito à ampla defesa de Temer, o qual está “sangrando” em virtude de uma gravação que, em tese, pode ser clandestina. Por fim ele defendeu a continuidade das reformas, acreditando que o presidente ainda tenha maioria no Parlamento.






IN OFF


Agora só em agosto
A grande maioria, senão todos, dos Legislativos Municipais já ingressaram no famoso recesso de meio de ano. Sessões ordinárias somente à partir de agosto, embora, para se fazer justiça, não há pagamentos extras para convocações extraordinárias.

Limpando a pauta
Reunidos na última terça-feira, os edis fernandopolenses aprovaram três projetos numa só tacada: o Plano Plurianual para o quadriênio 2018-2021; a Lei Orçamentária Anual para 2018 e alterações na Frente de Trabalho.

Ctrl C + Ctrl V = ?
E a vereadora Neide Garcia, copiando ato de João Dado em Votuporanga, quer proibir os portões basculantes de abrirem para as ruas. O projeto vai para análises em agosto mas, como lá, críticas abundam nas redes sociais.
 
Negócio de russo
E sabem qual a principal pauta da visita de Temer a Rússia? Ao menos oficialmente, é “vender” a concessão da ferrovia Norte-Sul, que ainda pende o término do ramal que liga Ouro Verde-GO a Estrela D´oeste a Putin.

Piada internacional
Circula no Itamaraty que a Norte-Sul virou piada internacional. Além dos custos da obra, investidores internacionais não creem como o empreendimento não tem ligação com nenhum porto. Só mesmo aqui!

E por falar nisso...
O secretário geral da presidência, Moreira Franco (também acusado de corrupção), confirmou que em fevereiro a Norte-Sul irá à leilão, com expectativa de render R$ 1,5 bilhão. O vencedor terá que construir a saída marítima. Até lá, lucro para a ALL.

Fim do sonho
Embora a probabilidade atual fosse pouquíssima, acabou de vez a possibilidade de Fernandópolis ganhar novo hospital com o falecimento do ex-deputado federal Ayres da Cunha, no domingo, em Rio Preto.

Mas fica legado
Embora a unidade da Blue Life - posteriormente vendida para a Amil -, compromissada na década de 90 com o ex-prefeito Luiz Vilar, ficou na utopia, Ayres construiu a Granja Zip por aqui e tinha empreendimentos na região.
 
Em maus lençóis
O juiz da Vara Especial de Jales Fernando Lima, além de julgar improcedente oito ações contra a Telefônica, mandou mandou a OAB apurar a atuação de dois advogados por eventual infração ao Código de Ética.

Três positivos; dois negativos
Fernandópolis, Votuporanga e Rio Preto tiveram saldo resultante positivo em maio com a geração de 25, 50 e 868, respectivamente. Jales e Santa Fé ficaram no negativo com -11 e -4. Se os números não são tão expressimos, ao menos deixaram de cair como em 2016.

Perguntar ofende?
- Por que sempre a cordaarrebenta do lado mais fraco?
Indagação de um casal de servidores públicos municipais. Ele perdeu o 14º salário; ela perderá a “portaria”.





frase da semana



Muito brevemente a Santa Casa
irá voltar a atender os
usuários do IAMSPE.”


Do prefeito André Pessuto, ontem, ainda em São Paulo, onde obteve garantias da diretoria do instituto estadual de que um célebre processo será aberto para retomada dos atendimentos.



LIDE, grupo empresarial de Dória, deve se reunir em Fernandópolis em julho



O Grupo de Lideranças Empresariais - LIDE - deve promover evento em Fernandópolis ao final do próximo mês. A informação foi confirmada por este colunista junto a influentes nomes rio-pretenses que encabeçam o movimento e a provável data é no dia 27, sendo que a presença de grandes empresários da região (que juntos movimentam R$ 12 bilhões ao ano) é dada como certa. O LIDE é encabeçado pelo atual prefeito da capital João Dória, licenciado do cargo em virtude do mandato eletivo.


Oportunidade e vender o peixe
Com defasadíssima produção industrial, o evento é oportunidade singular para expor possibilidades de negócios na cidade e na região. Em abril, reunião similar ocorreu em Rio Preto, com a participação de André Pessuto, João Dado, Edinho Araújo e Afonso Macchione como palestrantes.
 
Projetos em andamento
Naquela ocasião foram elencados a construção de um cemitério privado, a transformação da Rodoviária em prédio administrativo e a instalação de sistema de monitoramento de câmeras como os possíveis projetos.


Tem o viés político...
Porém por mais que o atual presidente do movimento, o empresário da Bom Bril Marcos Scaldelai, tente dissimular, o LIDE tem um inegável viés político. E a predileção é no sentido de alavancar eventual candidatura do tucano João Dória à presidência da República.

...Mas é a salvação
O desenvolvimento da área industrial local é visto como a salvação, tanto do setor público como privado. Somente o Distrito Industrial VI, em plena operacionalidade, tem projeção de injetar R$ 160 milhões/ano ao PIB municipal.





Mais uma contra o funcionalismo: o fim das (portarias) gratificações



Certo está que houveram usos e abusos nas fases de gordas vacas nas municipalidades região afora, com pagamentos de 14º, 15º salários e concessão indiscriminadas das famosas “portarias”, que na real servem para acrescer volume salarial a escolhidos. Porém o movimento reverso, iniciado com a cassação judicial pelo TJ-SP do 14º salário, também está ganhando preocupante contundência. A mais recente decisão judicial, proferida na última terça, 21, põe fim ao pagamento das famosas portarias. A sentença vem do Órgão Especial do TJ-SP e, por enquanto, atinge somente os servidores municipais vinculados a Jales. A ação foi promovida pela Procuradoria Geral do Estado, atingirá, por lá, 110 funcionários e deve “contaminar” a região.



Refis: ainda sem os números, mas com muitas críticas
Enquanto uns o defende e outros tantos o criticam, o certo é que programas de recuperação de créditos têm sido utilizados pela União, Estados e Municípios como importantíssima fonte de complementação arrecadatória.

Meia boca! Ou faz ou não o faça!
Em todos os entes federativos, inclusive em muitas cidades da região, os números são expressivos, porém o de Fernandópolis tem sido objeto de críticas inúmeras por dois motivos: anistia muito parca e obrigação de pagamento único.
 
Na contramão, vai sobrar execuções e reclamações
Certamente tal Refis ficará muito aquém do quantum esperado. Poucos devedores têm condições de quitar num só ato. Sobrarão execuções e, por consequência, reclamações. Outro, mais realista, deveria ser imediatamente implantado.






Enquanto isso, nesta semana...



União das esquerdas contra PT



Vários partidos - inclusive alguns que estiveram na coligação que elegeu Dilma em 2014 - articulam a formação de nova agremiação com vistas ao pleito de 2018. Eles querem ser uma alternativa à candidatura de Lula.

Soberania popular
A CCJ do Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição que permite a revogação do mandato presidencial mediante referendo popular. Agora o projeto vai ao Plenário.

Mas não vale agora
Se aprovado no Senado, o projeto irá para a Câmara (precisa de 257 votos). Porém não vale para Temer. Somente entraria em vigor a partir de 2019.


Anistia para as igrejas



A Câmara da capital aprovou uma espécie de “Refis” que vale por 4 anos e pretende arrecadar R$ 1 bilhão. Dentre as bondades, está a anistia para dívidas de até R$ 120 mil para as igrejas. A bomba agora está nas mãos de João Dória que pode sancioná-la ou rejeitá-la.


Mais uma delação
Fiquem de olho nesse nome: Adir Assad. Ele está negociando delação premiada com a Promotoria Federal, esbarrando nos valores. O MPF pede multa de R$ 50 milhões.
 
Ligado ao tucanato
O doleiro Assad opera em São Paulo e é considerado ligado a esquema dos tucanos de desvios de recursos em obras das gestões Serra e Alckmin.


Três denúncias contra Temer



O procurador Rodrigo Janot já decidiu que apresentará 3 denúncias contra Temer, a 1ª na segunda ou terça-feira. O fatiamento aumentará, e muito, o desgaste da bancada governista, pois exigirá 3 votações absolvendo o presidente.




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