ENTRELINHAS

Refis arrecada somente R$ 2 milhões; sobram R$ 48 milhões para execuções

Por Beto Iquegami

Por Beto Iquegami

Publicada há 9 anos

Refis arrecada somente R$ 2 milhões; sobram R$ 48 milhões para execuções


Decepção! Eis o termo adequado para definir os frutos oriundos do programa municipal de recuperação de créditos - o Refis - deste ano. E, convenhamos, para ambos os lados. Tanto pelos idos da municipalidade como da população inadimplente. Pelo prisma administrativo, tem-se que, extraoficialmente, da previsão inicial de arrebatar algo entre 30% a 40% do total da dívida (estimada em cerca de R$ 50 milhões), até agora ingressaram pouco mais de R$ 2 milhões; pelo lado dos contribuintes, mais ainda, afinal, ao contrário de programas idênticos instituídos pelos governos estadual e federal, com amortizações de juros, multas e pagamentos divididos em prestações, o daqui contempla apenas quitação em parcela única e, sendo realista, quem - pessoa jurídica ou física -, dispõe de recurso para tanto atualmente?



Na Justiça, rol dos devedores, escondido da população, se tornará público


E, seguindo a lei da ação e reação, as consequências advirão. Também para ambos. Para a população inadimplente, avizinha-se, a partir da primeira quinzena, processos de execução fiscal. E devem ser aos milhares! Mas, ao menos aqui, uma moralizadora consequência: após o ajuizamento das ações teremos, publicamente, o rol dos principais “caloteiros” de Fernandópolis e, sabemos de antemão, que somente os 20 maiores, concentram mais da metade do valor. Já para o governo municipal as resultantes são mais gravadas ainda. Uma funesta avalanche de críticas deve recair sobre o alcaide; a perda da popularidade será quantitativamente incalculável, afora pressão de alguns empresários de migrarem de cidade. Tudo isso, indesejável por todos e que deveria ter sido melhor tratado jurídica e gestacionalmente.


Refis arrecada somente R$ 2 milhões; sobram R$ 48 milhões para execuções


qual o destino do dinheiro?


Zona Azul e CEADS na mira!


Indicações sinalizam que a empreitada do edil para “desbravar” os números da Zona Azul fernandopolense, bem como a destinação de sua arrecadação, prosperaram. Ao que parece, documentos em posse de Murilo Jacob mostram que anualmente o valor arrecadado passa do R$ 1 milhão, com destinação total para o Ceads, sem qualquer repasse para o município, fruto de um decreto da gestão anterior. Agora Jacob quer saber qual a utilização do valor nas atividades sociais que devem ser promovidas pela instituição. Ele prega a contratação de uma empresa, mediante licitação, para cuidar da Zona Azul, o que geraria até mais 12 empregos (atualmente são 28), além de investimentos na casa dos R$ 7 milhões.


IN OFF


Justiça implacável
Semana tensa para administradores municipais (atuais ou ex) e políticos da região. Inúmeras denúncias surgindo, bem como decisões judiciais que colocam mandatos eletivos em jogo colocaram-nos, novamente, no epicentro dos noticiários.

Ponta pé inicial: Operação QI
Seguindo o curso da megaoperação inscuspilda em 57 município da região, eis que o juiz da 5ª Vara Cível de Votuporanga determinou nova indisponibilidade de bens das empresárias fernandopolenses por “fraude” em licitações.

Desta vez em Valentim
A motivação é certame de concurso público realizado em 2014 em Valentim Gentil. A Promotoria alega conluio entre os licitantes e também quer a inclusão da ex-prefeita Rosa Caldeira no rol dos passivos.
 
O segundo: licitações
Já pelos idos do miraestrelense Márcio Borges, a acusação parte do Ministério Público Estadual, porém não se relaciona com a gestão atual. O processo refere-se a licitações para aquisições do setor de saúde.

E mais um cassado
Após determinar, por unanimidade, a cassação da dupla Fernanda Massoni e Alcir Aquino de Turmalina, agora o TRE-SP extirpou o mandato de Val Rizzato e da vice Márcia Adriano em Meridiano.

Também compra de voto
Coincidentemente, além de ambas as decisões do Tribunal serem unânimes, fundamentam-se em compras de votos. Fernanda já recorreu e Val certamente o fará.  Diferenciam-nos que a primeira perdeu na Justiça local e o segundo havia vencido.

Enroscado mas em liberdade
O ex-prefeito de Urânia Francisco Saracuzza, acusado de diversas irregularidades administrativas foi posto em liberdade provisória no dia 4 após a “Operação Repartição”. Outras 15 pessoas são acusadas de desvio de R$ 470 mil.

E tem mais!
E também sobrou para Afonso Macchione, de Catanduva. Ele foi condenado por improbidade administrativa  e terá que pagar multa equivalente a 12 vezes a remuneração do cargo. Motivo? Propaganda ilegal com recursos da Prefeitura. Cabe recurso.

A primeira de dez
Acumulando outras 10 ações na Justiça, saiu a primeira condenação do ex-prefeito José Inácio Azevedo-PSDB. Ela partiu da Vara de Estrela D´Oeste e resulta de denúncia de 2015. Terá que devolver R$ 10 mil e pagar multa.

Compra pública irregular
Ele foi acusado, junto com outros quatro, de compra irregular de, pasmem, milho para a Prefeitura. Entre os vendedores estava o próprio sogro. E ainda tem a “Operação Catatau” da Polícia Federal. Onde irá parar?

Perguntar ofende?
- Cadê a prometida volta do
IAMSPE? Ficou na promessa?
De uma inconformada vereadora, defendendo a posição de 3,8 mil usuários. Ao que parece...



frase da semana


Refis arrecada somente R$ 2 milhões; sobram R$ 48 milhões para execuções


A Câmara é a representação do povo. Os deputados não são santos porque o povo também não é santo.”


Do deputado federal mineiro Bonifácio de Andrada, há dez mandatos na Câmara Federal.



Dória nega demissão de Júlio Semeghini após delação da JBS, mas...


Refis arrecada somente R$ 2 milhões; sobram R$ 48 milhões para execuções


Arrolado no rol dos acusados de receber recursos irregulares da JBS, o exdeputado federal e atual secretário de governo de João Dória na capital, Semeghini não será demitido pelo prefeito paulistano, como chegou-se a ser aventado. O motivo seria o recebimento irregular de R$ 202 mil através das companhias de Wesley Batista pelo secretário que pertence ao grupo alckmista, defendendo, inclusive, a candidatura dele para a presidência da República. Semeghini já foi secretário de Alckmin várias vezes.



Tática política
Mas a vida do fernandopolense não será tão fácil. Mesmo garantido, ainda que temporariamente, na secretaria municipal, aliados fiéis de Dória e que são apartados da influência de Alckmin pregam o desligamento imediato de Semeghini. E o motivo será até facilmente inteligível.  

Joga a crise fora
Como Júlio é umbilicalmente ligado ao governador, a demissão jogaria para longe de Dória qualquer acusação e ainda a faria cair no colo de Alckmin, provável adversário de Dória na escolha do PSDB para a presidência.


“Sem irregularidades”
Como de praxe, Semeghini se manifestou, negando qualquer tipo de relação com a JBS ou qualquer outro tipo de esquema irregular. Ele também afirmou que todas as suas prestação de contas foram aprovadas na Justiça Eleitoral e que está à disposição para qualquer esclarecimento.

Assessoria de Dória
Por nós instada, a Assessoria de Comunicação de Dória negou a demissão em Nota Oficial. Porém, para quem bem conhece o atual gestor de São Paulo, sabe que Semeghini deve ficar logado em sua página do Facebook.



Itamar Borges e narcotraficantes: ele nega mas Polícia Federal investiga


Refis arrecada somente R$ 2 milhões; sobram R$ 48 milhões para execuções



Já havíamos relatado aqui nestas mesma linhas, com base em informações colhidas nas palavras do jornalista Allan de Abreu no livro “Cocaína - a Rota Caipira - e, eis que novamente o tema veio à tona. Apesar das negativas do parlamentar estadual, afirmando que não tem nenhum relacionamento com os acusados e que eventuais encontros se devem às visitações políticas, a PF investiga ligações do deputado santa-fé-sulense com narcotraficantes libaneses. Agora foram divulgados partes de áudios interceptados e neles há diversas citações a Itamar Borges, inclusive relatando compromissos assumidos pelo peemedebista desde 2009 e 2010. Nessa época ele foi eleito para o cargo estadual pela primeira vez com cerca de 79 mil votos.


Prefeito João Dado denunciado na “Farra das Passagens”
O rol dos 72 ex-deputados federais denunciados pelo Ministério Público Federal por crime de peculato, acusados de uso irregular da cota de passagens aéreas incluem nomes famosos e, da região, o atual prefeito de Votuporanga.

Prejuízo de R$ 8,3 milhões com 13,8 passagens
Somatizados os acusados, a estimativa é que a Câmara Federal dispendeu R$ 8,36 milhões em 13.877 passagens irregulares. Elas foram usadas entre 2007 e 2009, período no qual Dado ocupava vaga na Câmara dos Deputados.

Bilhetes para parentes e divergência interpretativa
Ele, como é cotidiano, refuta ilegalidades. Afirma que as passagens foram utilizadas para deslocamentos de parentes, em especial o cônjuge e que a legislação à época permitia tais atos. “Estou com a consciência tranquila”, afirmou.



Enquanto isso, nesta semana...



R$ 3,6 bilhões para politicagem


Refis arrecada somente R$ 2 milhões; sobram R$ 48 milhões para execuções


Ainda não é lei, pois precisa de aprovação de 2/3, tanto na Câmara como no Senado, mas a proposta de Reforma Política aprovada em comissão contempla esse valor para financiamento público das campanhas do próximo ano.


Em queda vertiginosa
Julho fechou com inflação de 0,24%, o menor índice desde 1999. No acumulado dos últimos 12 meses, está em 2,71%, abaixo do piso da meta (3%). O maior impacto foi o reajuste das contas de luz.

Mínimo de R$ 979 em 2018
Concluso o processo de votação da LDO 2018, dá para afirmar que o salário mínimo do próximo ano subirá 4,4% e passará para R$ 979.


Temer & Dória: enamorados?


Refis arrecada somente R$ 2 milhões; sobram R$ 48 milhões para execuções


Ao que parece atualmente, até mais que isso. O presidente quer atraí-lo para os quadros do PMDB para disputar sua sucessão e, simultaneamente, o DEM, de Rodrigo Maia, tem proposta simular. Seria João Dória um concorrente ao padrinho Geraldo Alckmin? Não é de se duvidar.


“Distritão” agora e...
E se aprovada a atual proposta, deputados federais eleitos em 2018 serão os mais votados em cada estado (distritos), pondo fim ao chamados  políticos “puxadores” de votos.
 
“Misto” em 2022
O sistema “Misto”, onde os parlamentares são eleitos metade por uma lista e outra metade os mais votados, valerá para os vereadores em 2022.


Asfaltamento lá


Refis arrecada somente R$ 2 milhões; sobram R$ 48 milhões para execuções


Ao que parece o eterno problema da buraqueira jalesense está para acabar. Após licitar R$ 3,1 milhão para cobrir 138 mil metros quadrados, o prefeito Flá Prandi-DEM aditou outros R$ 740 mil para mais 32 mil metros.




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