3 PONTOS

Como está a inclusão de pessoas com necessidades especiais?

Como está a inclusão de pessoas com necessidades especiais?

Publicada há 8 anos

Por Lívia Caldeira / Marcela Barbar 


De 21 a 28 de agosto é comemorada a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. A data instituída em 1964 tem o objetivo de contribuir para uma história de igualdade e oportunidade para todos, quebrando assim os tabus que ainda existem e lutando pelos direitos da pessoa com deficiência. Dados do final de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no Brasil, existem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Aproveitando o tema, a coluna “TRÊS PONTOS” desta semana conversou com pessoas ligadas à causa que falaram sobre como está a inclusão da pessoa com qualquer tipo de necessidade especial na nossa sociedade. Confira:



“Vencer as barreiras da desigualdade”



Acredito que este é o momento de envolver toda a comunidade, aproveitar a data para falar sobre o tema. Quem trabalha na APAE, como eu, sente-se uma pessoa especial, além de proporcionar atendimento às pessoas com necessidades especiais, também contribui para com a família. Vale ressaltar que hoje, por mais que exista algum preconceito e rejeição, temos atendidos inseridos no mercado de trabalho, os quais tiveram uma boa evolução e isso é muito gratificante. Finalizo com essa frase da Fenapaes (Federação Nacional das Apaes): “É preciso quebrar tabus e vencer as barreiras da desigualdade, lutando pelos direitos das pessoas com deficiência, que tem a necessidade de apoio em diversas áreas: social, familiar, escolar, trabalhista e etc, para que a inclusão se torne efetiva e as pessoas com deficiência se tornem mais preparadas e amparadas diante das dificuldades da vida”. 


(Ester Pereira de Queiroz - Coordenadora pedagógica da APAE de Fernandópolis)






“Nossos direitos precisam e devem ser respeitados”



O tema deficiência precisa ainda ser muito discutido na sociedade, pois muitas pessoas não têm conhecimento suficiente para saber que deficiente não é um "SER INSUFICIENTE" e sim "EFICIENTE". Hoje em dia esse assunto ainda é um problema cultural, mas em nossa cidade já tivemos grandes avanços em questão de acessibilidade e de convivência em sociedade. Quando os poderes se abraçam fica mais fácil conquistar novos caminhos. Sou deficiente visual total e hoje estudo, estou no 6°semestre de História na FEF, assim como muitos outros amigos deficientes também estão cursando faculdade. Nossos direitos precisam e devem ser respeitados, porém temos deveres como um cidadão comum. Nesta semana creio que o mais importante é a reflexão de cada um. O que somos? E o que queremos SER?


(Gustavo Fontes Mafra - Estudante de história)




“Não tenha medo de conversar com um surdo”



Ainda no Século XXI nos deparamos com situações de preconceito de pessoas com deficiência. Apesar de alguns avanços, os deficientes auditivos também enfrentam algumas barreiras na sociedade, até para conseguir realizar atividades cotidianas. Como por exemplo: ir ao Banco, à uma farmácia, ao médico, etc. Sua maior dificuldade é a comunicação. A sociedade precisa estar preparada para atender este público que tem o direito de ser cidadão e poder realizar seus afazeres sozinhos, sem a ajuda de outros. Mas quando de fato estaremos preparados para isto? Ou então, como podemos mudar isto?


O primeiro passo é aprendendo a se comunicar, os surdos usam a Lingua Brasileira de Sinais – LIBRAS - para se comunicarem, portanto, procure um curso para aprender o básico da conversação. Você também pode solicitar a presença de Tradutor e Intérprete da Língua de sinais em lugares que acredita ser necessário, este é um direito garantido por lei. Não tenha medo de conversar com um surdo, ele se sentirá feliz e importante, se sentindo mais incluso na sociedade.  Seja empático, se coloque no lugar de um deficiente e você entenderá toda esta dificuldade.


(Taiane Priscila Martins Ferreira - Psicóloga e Coordenadora da Apadaf)




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