CURVA DO RIO

Briga de galo

Briga de galo

Por Chico Piranha

Por Chico Piranha

Publicada há 8 anos


Um conhecido amigo nosso, muito meticuloso e caprichoso, resolveu montar uma tralha de pesca “cabeceira” e assim, todo mês passava lá no Eder, da Casa do Pescador, ali no Mercadão Municipal, onde sempre comprava novos e modernosos apetrechos. Bom, um belo dia, ele apareceu todo pimpão com algumas dessas “novidades” numa de nossas intermináveis tentativas de pescar os grandes tucunarés. Aqueles bitelões que só os outros conseguem fisgar.


Ele apareceu com umas colherinhas metálicas bonitas, todas enfeitadas de penas coloridas... Coisa de pescador metido a bacana. Nisso, um dos companheiros vendo o sujeito, todo pimpão, preparando sua “sofisticada” tralha, não se conteve:

--- Peraí, você veio pescar ou participar de campeonato de briga de galo?


Gozação à parte, o companheiro começou sua experiência com as tais colherinhas enfeitadas de penas coloridas. Como não é todo dia que o rio está prá tucunaré, logo apareceram as “marditas” piranhas.


Num de seus arremessos, uma das malignas, daquelas bem grandonas,  juntou prá valer. Empolgado, o coitado do nosso amigo, meio afobado, acabou errando a fisgada e as penas voltaram “toradas” retinhas, cortadas bem rentes ao anzol da colherinha. E tome gozação de novo... Um dos amigos, rindo muito, disparou:


---  Prá cortar caprichado assim, essa piranha  deve ter feito curso de cabeleireiro lá com o Julinho Cebin, do Salão da Sete!




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