Waine de Fátim

Reféns

Reféns

Por Waine de Fátima Gonçalves - Professora

Por Waine de Fátima Gonçalves - Professora

Publicada há 8 anos

            Direitos e deveres é o que rege nossa sociedade, ou deveria. Podemos isso, devemos aquilo. Regras, leis, estatutos, informações por vezes mal interpretadas.


            O verbo “ter” nunca obteve tanto poder, nunca foi tão proclamado. “Tenho direito à...”, “Tenho que...”, Tenho mais...”, “Tenho menos...”. E o “ser” encontra-se perdido em meio essa falácia toda.


            Direitos humanos, direitos civis, direito a tudo. E de onde advém tanto amparo para esses direitos sem que se falem da sua dualidade. Todo direito requer um dever. Sob esse prisma, esses direitos estão nos tornando reféns de certas conquistas sociais, econômicas e até humanistas.


            Os direitos estão suprimindo muito da decência, do bom-senso, das obrigações. Estamos esquecendo que nossos direitos se limitam com o direito do próximo. É nosso dever saber disso. 


            O bem existe porque o mal se faz presente, o sol nasce porque a noite finda, a vida renasce porque a morte leva, assim, o direito só pode ser equilibrado comos deveres.


            O ser humano por si só é uma dualidade. Duas mãos, dois olhos, dois ouvidos. É necessário homem e mulher para conceber a vida. Dois, dupla, par caminhando lado a lado, harmonizando a criação de Deus.


            Dessa forma, como podem exigir que a educação dê certo sendo via de mão única? Os educadores estão se tornando condutores de uma locomotiva em que os vagões querem tomar direções divergentes em um único trilho. O maquinista passa a ter apenas deveres e ter que dar conta do destino de todos mesmos que esses não queiram chegar a destino algum. E agora, o que fazer para manter esse trem em movimento.Aqueles que regem os direitos dos vagões e limita o condutor à apenas deveres,não querem enxergar as pedras, os percalços dos caminhos.


            Tudo isso para camuflar um índice que não mostra nossa verdadeira realidade, uma vez que que nos apontam profissionais cada vez mais menos preparados por conta de um sistema falho que busca em outras realidades soluções para nossa própria realidade. Como se ainda fossemos colônia que depende do outro para desenvolvermos.


            E agora José? E agora escolas? O futuro não está apenas na educação escolar esim, principalmente, na educação e consciência de cada governante que rege o sistema educacional e que estão nos tornando reféns de direitos equivocados.




últimas