OPERAÇÃO QI

Justiça condena Marta Colassiol a 8 anos e Mônica Bertão a 9

Justiça condena Marta Colassiol a 8 anos e Mônica Bertão a 9

Publicada há 8 anos

Da Redação 


Em sentença proferida na semana passada pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, Dr. Guacy Sibille Leite, a psicóloga e empresária fernandopolense Marta Silene Zuin Colassiol e sua secretária Mônica Aparecida Bertão dos Santos, apontada como "sócia" de Colassiol na empresa Persona Capacitação, tiveram suas condenações definidas após mais de 2 anos e 3 meses presas. Marta Colassiol foi condenada a 8 anos e 1 mês de reclusão, bem como o pagamento de 34 dias multa. Pelo artigo 2º, parágrafo 4º, inciso II da Lei 12850/2013: "Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa (se há concurso de funcionário público, valendo-se a organização criminosa dessa condição para a prática de infração penal a pena é aumentada de 1/6 a 2/3):a uma pena de 4 anos e um mês de reclusãoe pagamento de 12 dias multa; pelo artigo 299, caput, do Código Penal - "Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante": a uma pena de 1 ano e dois meses de reclusão e pagamento 11 dias multa. E por fim, no artigo 90 da Lei 8666/90 (Lei das Licitações): 2 anos e 8 meses de detenção e pagamento 11 dias multa. Já Mônica Bertão foi condenada a uma pena de 9 anos, 1 mês e 20 dias de reclusão, bem como o pagamento de 40 dias multa. Pelo artigo 2º, parágrafo 4º, inciso II da Lei 12850/2013: pena de 4 anos e um mês de reclusãoe pagamento de 12 dias multa; pelo artigo 299, caput, do Código Penal: pena de 1 ano e dois meses de reclusão e pagamento 11 dias multa.E por fim, também no artigo 90 da Lei 8666/90 (Lei das Licitações), pena de 3 anos, 10 meses e 20 dias de detenção e pagamento de 18 dias multa. Ambas, por já terem permanecido mais de 2 anos e 3 meses presas durante o julgamento, cumprirão o restante dos períodos de suas penas em regime semiaberto.


A OPERAÇÃO Q.I.

Colassiol e Bertão foram presas em Fernandópolis no dia 16 de junho de 2015. A dupla foi condenada por participar de um esquema, desbancado pelo Gaeco e Polícia Civil,que direcionava a escolha de empresas vencedoras de licitações, bem como alterava gabaritos e nomes de candidatos aprovados em concursos públicos e processos seletivos de Câmaras Municipais e Prefeituras em mais de 40 cidades do interior de São Paulo. A Polícia encontrou evidências de que a quadrilha levava vantagem política com as fraudes. Provas de concursos não eram manipuladas só para favorecer alguns candidatos, mas também para eliminar outros. Anotações apreendidas comprovaram que as empresas que realizavam o concurso ou processo seletivo anotavam nomes de candidatos que deveriam ter pontuação acrescida, e nomes de candidatos que tiveram sua pontuação subtraída da verdadeira. Os gabaritos eram alterados conforme os acordos com políticos - prefeitos e vereadores. As fraudes em licitações teriam desviado cerca de R$ 2,5 milhões dos cofres públicos.Relatórios referentes ao bloqueio de bens dos principais investigados no esquema de fraudesindicavam ainda a compra de imóveis para lavagem de dinheiro pela quadrilha. As investigações apontaram também possível ligação com "caixa 2"de campanhas eleitorais em diversas cidades paulistas.




Mônica Bertão (à esq.) e Marta Colassiol ao serem presas 





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