POLICIAL
PM aposenta com salário integral de R$ 28 mil, tenente-coronel preso por suspeita de matar a esposa em SP
PM aposenta com salário integral de R$ 28 mil, tenente-coronel preso por suspeita de matar a esposa em SP
Oficial é investigado por feminicídio e fraude processual; aposentadoria não impede processo de expulsão da corporação
Oficial é investigado por feminicídio e fraude processual; aposentadoria não impede processo de expulsão da corporação

Foto: Reprodução / Fonte: Instagram
Da Redação
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob acusação de feminicídio pela morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, foi colocado na reserva.
A decisão da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP) foi publicada nesta quinta-feira, 02 e vem, assinado pela Diretoria de Pessoal da corporação, o oficial passa à inatividade com base nos critérios proporcionais de idade, mantendo vencimentos integrais conforme previsto em lei.
Mesmo na reserva, o tenente-coronel continuará recebendo remuneração. Em fevereiro de 2026, último mês antes da prisão, o salário bruto era de R$ 28,9 mil, segundo dados do Portal da Transparência do Governo de São Paulo.
Com a aplicação da proporcionalidade, a estimativa é de que os vencimentos na aposentadoria fiquem em torno de R$ 21 mil mensais.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo informou que a ida para a reserva não interfere no processo administrativo disciplinar em curso. A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo mantém aberto o procedimento que pode resultar na expulsão do oficial.
Segundo apurações divulgadas pela TV Globo e pelo portal g1, mesmo em caso de perda da patente, a aposentadoria vinculada ao tempo de serviço tende a ser preservada.
Geraldo Leite Rosa Neto foi preso no dia 18 de março, após a decretação de prisão preventiva pela Justiça Militar. Ele é investigado por feminicídio e fraude processual.
A acusação aponta que o oficial teria forjado a cena da morte de sua esposa, Gisele Alves Santana, que morreu com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia, no bairro do Brás, na região central da capital paulista.
Laudos da Polícia Civil do Estado de São Paulo contestaram a versão inicial apresentada pela defesa, que indicava suicídio, e passaram a sustentar a hipótese de feminicídio, além de possível tentativa de manipulação da cena do crime.