Política

Prazo para defesa corre e sentença judicial pode sair até julho

Prazo para defesa corre e sentença judicial pode sair até julho

Prefeita tem 10 dias para apresentação de sua defesa

Prefeita tem 10 dias para apresentação de sua defesa

Publicada há 10 anos

Por João Leonel


Em ano eleitoral, importantes decisões podem ser tomadas às vésperas dos prazos finais das convenções partidárias. E quanto a “prazo”, este será um termo que muito se falará até outubro próximo. Recentemente, a prefeita Ana Bim foi até a Câmara Municipal para ser notificada sobre a instauração da Comissão Processante que, mais uma vez, focará possíveis irregularidades na aquisição de produtos para a merenda escolar em Fernandópolis. Esta CP pede a cassação de seu cargo político. Ana Bim apresentou sua defesa dentro do prazo de 10 dias, conforme previsão legal. E não é somente a prefeita que terá pela frente algumas “turbulências”, as quais poderão se refletir politicamente até outubro.

Os vereadores Gustavo Pinato, Rogério Chamel e Chico Arouca figuram como réus em ação civil pública por ato de improbidade administrativa por, supostamente, terem cometido “vários abusos e ilegalidades insanáveis antes e durante a tramitação da CPI nº 01/15, a CPI da Merenda”. Vale ressaltar que, além da CPI e da CP recém instaurada, este “suposto” superfaturamento praticado pela Prefeitura Municipal de Fernandópolis na aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar das escolas da rede pública de ensino, referentes aos anos de 2013 a 2015, já é investigado pelo Ministério Público nos autos do Inquérito Civil nº 14.0264.0000926/2015-2.

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Juiz da 3ª Vara Cível de Fernandópolis, Renato Soares de Melo Filho


ENTENDA O CASO

O juiz da 3ª Vara Cível da Comarca de Fernandópolis, Renato Soares de Melo Filho, atendendo ao Procedimento Investigatório do Ministério Público local, de nº 66.0264.0000630-15-8, instaurou no mês de novembro de 2015 uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra os vereadores Gustavo Pinato, Rogério Chamel e Chico Arouca, além do editor responsável por um site de notícias da cidade, ainda durante o curso da Comissão Parlamentar de Inquérito, a “CPI da Merenda”, iniciada em abril do ano passado e que investigou denúncia de superfaturamento na merenda escolar.

Após um embate de liminares, os vereadores chegaram a ser afastados e a CPI suspensa. Ao retornarem a seus cargos, levaram adiante as investigações do Poder Legislativo, culminando na aprovação de Relatório Final e Parecer Conclusivo por 10 votos favoráveis contra 3. A conclusão da CPI é de que houve superfaturamento de mais de R$ 500 mil na aquisição de produtos da merenda escolar das escolas fernandopolenses.

No início de janeiro deste ano, a Prefeitura ingressou no polo ativo da referida ação civil pública, sendo que o Poder Executivo municipal se considera vítima de “perseguição política”. O Ministério Público observou “vários abusos e ilegalidades durante a tramitação da ‘CPI da Merenda’, entre os quais, coação de testemunhas”. A aprovação do Relatório Final e Parecer Conclusivo da “CPI da Merenda” e a própria CP que já tramita no Legislativo, de fato, permanecem “sub judice”, pois o mérito da ação civil pública ainda será julgado e sentenciado pelo Judiciário. De acordo com o juiz Renato Soares, esta decisão pode sair ainda neste primeiro semestre, ou, no máximo, no início do segundo semestre deste ano.

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