Contra o Aedes
FEF capacita agentes de combate à Dengue das Prefeituras da região
FEF capacita agentes de combate à Dengue das Prefeituras da região
O professor destacou que capacitações como esta são importantes para a atualização dos conhecimentos dos profissionais de saúde e uma atuação profissional segura
O professor destacou que capacitações como esta são importantes para a atualização dos conhecimentos dos profissionais de saúde e uma atuação profissional segura

Em vista da grande proporção e relevância de problemas ocasionados pelo mosquito Aedes aegypti, a FEF, em parceria com as Prefeituras do noroeste paulista, realizou no início do mês uma capacitação de combate ao mosquito transmissor dos vírus causadores da Dengue, Chikungunya e Zika.
O evento ocorreu de forma gratuita para as 68 Prefeituras da região e estados vizinhos, tendo como público alvo: gestores municipais de saúde do SUS, Enfermeiros, Agentes Comunitários de Saúde, Agentes de Controle de Vetores, entre outros profissionais de saúde de nível superior e técnico.
Os participantes consideraram a capacitação como de altíssimo nível de importância. Nessa capacitação foi apresentado: o histórico do nome dessas três doenças; a epidemiologia; definição; modos de transmissão já comprovados e os que estão aguardando comprovações; os sinais e sintomas e as principais diferenças entre elas; a importância do diagnóstico precoce e o acompanhamento clínico dos pacientes, ou seja, do manejo clínico adequado dos casos pela equipe de saúde das Unidades Básicas de Saúde, UPA, Pronto Socorros e no ambiente hospitalar; e as principais complicações de cada uma dessas três doenças.
Também foi enfatizada a importância da notificação imediata dos casos, mesmo que a simples suspeita, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a realização das visitas domiciliárias entre outras medidas de controle.
Uma palestra foi ministrada pelo Prof. Dr. José Martins Pinto Neto, enfermeiro, que possui vasta experiência no assunto. O professor destacou que capacitações como esta são importantes para a atualização dos conhecimentos dos profissionais de saúde e uma atuação profissional segura. Martins destacou também que a grande maioria das cidades brasileiras possuem enormes deficiências no sistema de saneamento básico, que, aliados a um conjunto de outros fatores socioeconômicos e culturais e o padrão de consumo da população brasileira, favorecem a presença desse mosquito nesse imenso país cuja maior parte do seu território encontra-se em zonas tropicais e subtropicais. O especialista da Fundação Educacional de Fernandópolis concluiu dizendo que, por ainda não existirem vacinas contra tais doenças, a melhor forma é a prevenção, principalmente com a participação de cada cidadão na luta para a eliminação de todos os criadouros desse mosquito, já amplamente divulgada pela imprensa brasileira há muitos anos.