SEM SOLUÇÃO
“Farra do Boi” agora também é “farra do cavalo”
“Farra do Boi” agora também é “farra do cavalo”
Alvo de cobranças na Câmara, trânsito livre de animais nas vias públicas segue sem solução; CCZ confirma notificação de proprietários
Alvo de cobranças na Câmara, trânsito livre de animais nas vias públicas segue sem solução; CCZ confirma notificação de proprietários
Por Jorge Pontes
Animais foram flagrados em frente a redação de "O extra.net", na Avenida 6, reforçando a falta de solução e o risco de acidentes
A expressão popular “lugar de boi é no pasto” pode ter fundamento em outros lugares, mas não em Fernandópolis. Tem se tornado comum os munícipes depararem-se com animais de grande porte transitando livremente pelas vias públicas, especialmente bovinos e equinos.
Nessa semana, a reportagem de “O extra.net” flagrou dois cavalos pastando à beira da calçada, que margeia a sede onde fica o núcleo de redação do Jornal. O que chama atenção, é não somente a displicência e negligência dos proprietários, como ainda o risco de um acidente de trânsito.
A “farra do boi” e, agora, “farra do cavalo” segue sem solução e a reclamação da população foi parar na Câmara Municipal. Por meio de um requerimento, o vereador Gustavo Pinato cobrou uma solução para os bovinos que se encontram soltos no bairro Jardim Morada do Sol, transitando livremente pelas ruas. Com recurso do telão, ele apresentou fotos dos animais deitados na calçada e aglomerados na rua. “Disseram que tem marca nos animais. Creio que é possível identificar o proprietário, tomar uma medida e multa-lo, se for o caso. É um absurdo uma situação como essa. A polícia Militar só pode ir até lá se houver vítima, então quero saber o que fazer”, disse.
Em contato com o chefe do CCZ - Centro de Controle de Zoonoses, o médico veterinário Mileno Tonissi disse que o requerimento de Pinato ainda não chegou em suas mãos, mas adiantou à reportagem do “O extra.net” o que ocorre na verdade. “Nós estamos notificando todos esses casos que chegam até nós por meio de denúncias. Os proprietários são notificados e têm um prazo de 15 dias para prender os animais. Do contrário somos obrigados a recolher os animais. Feito isso, temos por lei, que deixar os animais por cinco dias em nossas dependências para que os donos venham resgatá-los. Se isso não acontece os animais tem de ir a leilão”, explicou Tonissi.
Porém, a falta de solução para o caso na contramão da efetividade das ações do CCZ é o mais chocante. Segundo relato do chefe do CCZ, o órgão tem feito tudo que está ao seu alcance, no entanto, os próprios proprietários é que não colaboram com a situação. “No caso dos cavalos soltos na rua, nós os recolhemos e cuidamos. No entanto, antes do prazo dos cinco dias, os prováveis donos vêm até aqui, quebram a cerca e levam os animais embora de forma ilegal. Fizemos vários Boletins de Ocorrência de furto, porém nada se resolve”, contou ele.
Durante a sessão em que Gustavo Pinato colocou o tema em pauta, o também vereador Rogério Chamel usou do bom humor para tratar do assunto. “Passei por lá e vi a situação. Tinha até um cavalo lá todo folgadão. Se eu fosse um motoqueiro doidão eu ‘berrr’ (imitando o som de sua motocicleta), atropelava ele”, relatou o vereador.
