OPINIÃO

Pinato trocando de partido? Vadão desistindo da disputa? Carlão e Cantarella de malas prontas?

Pinato trocando de partido? Vadão desistindo da disputa? Carlão e Cantarella de malas prontas?

Prazo para mudanças termina neste sábado (4) e bastidores políticos fervem no Noroeste Paulista

Prazo para mudanças termina neste sábado (4) e bastidores políticos fervem no Noroeste Paulista

Publicada há 1 hora

O relógio corre contra os parlamentares. A chamada janela partidária — prazo legal para troca de siglas sem risco de perda de mandato — se encerra neste sábado (4), intensificando articulações, conversas reservadas e movimentos estratégicos em todo o Noroeste Paulista.

Nos bastidores, o cenário é dinâmico: há negociações avançadas, hipóteses sendo testadas e outras já descartadas. A poucos dias do fechamento da janela, nomes importantes da política regional aparecem no epicentro de especulações que podem redesenhar o tabuleiro eleitoral de 2026.

Pinato de malas prontas?

O deputado federal Fausto Pinato mantém conversas avançadas para possível migração ao União Brasil, legenda que já abriga o ex-prefeito de Fernandópolis, André Pessuto. Apesar do avanço nas tratativas, a decisão ainda não está tomada.

Em conversa recente, o parlamentar afirmou que pretende ouvir lideranças nacionais antes de qualquer definição, especialmente o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP), partido ao qual ainda está filiado.

Pinato também não poupou críticas à tentativa de federação entre União Brasil e PP em São Paulo, classificando o projeto como fracassado. Segundo ele, a articulação perdeu consistência e gerou insegurança entre parlamentares.

Nos bastidores, o deputado não descarta permanecer no PP e crava: decisão no prazo final.

Vadão Gomes fora do jogo?

Outra movimentação que pode impactar diretamente a região envolve o empresário estrelense Vadão Gomes. Inicialmente, ele ensaiava um retorno à política, com especulações que iam desde uma candidatura ao Senado até uma disputa por vaga na Câmara dos Deputados.

No entanto, nas últimas horas, ganhou força a possibilidade de desistência. Interlocutores próximos indicam que o cenário atual pode levar Vadão a ficar fora da eleição federal mais uma vez.

Por ora, o clima é de cautela: nenhuma decisão oficial foi anunciada.

Carlão Pignatari em novo voo?

Recém-filiado ao PSD, após deixar o PSDB, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Carlão Pignatari, já tem seu nome envolvido em novas especulações.

O motivo seria um suposto desconforto com o posicionamento nacional da legenda, especialmente diante do apoio à pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República.

Fiel ao seu estilo pragmático, Carlão poderia avaliar uma nova mudança partidária — hipótese ainda não confirmada, mas que já circula nos bastidores políticos.

Até tu, prefeito Cantarella?

Eis um movimento especulativo mais ancião  — e potencialmente mais impactante — envolve o prefeito de Fernandópolis, João Paulo Cantarella.

Com boa relação junto à cúpula nacional do Republicanos, incluindo o presidente Marcos Pereira, além de proximidade com o deputado estadual Danilo Campetti, Cantarella já foi citado como possível reforço da sigla.

O entrave, porém, é local: os representantes do partido na Câmara Municipal fazem "viés" de oposição ao governo, o que torna a equação política complexa.

Outro fator relevante é o histórico recente: na última eleição municipal, Rodrigo Ortunho — adversário direto de Cantarella — disputou justamente pelo Republicanos.

E Tarcísio? Vai renunciar?

No plano estadual e nacional, todas as atenções se voltam para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Dentro do mesmo prazo da janela partidária, ele precisa tomar uma decisão estratégica que pode redefinir seu futuro político: permanecer à frente do governo paulista ou renunciar ao cargo para manter aberta a possibilidade de disputar a Presidência da República.

A escolha é complexa e carrega alto peso político. Permanecer no cargo significa estabilidade administrativa, mas praticamente elimina uma candidatura nacional em 2026. Já a renúncia abre caminho para voos mais altos, porém com riscos consideráveis.

Nos bastidores, a decisão é tratada como uma verdadeira encruzilhada política, digna da “Escolha de Sofia”.

O cenário segue em ebulição — e até o último minuto da janela partidária, novas reviravoltas não estão descartadas.

Por: Beto Iquegami

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'.

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