EDUCAÇÃO
MEC reduz vagas de Medicina da Universidade Brasil e suspende novos contratos do Fies
MEC reduz vagas de Medicina da Universidade Brasil e suspende novos contratos do Fies
Após desempenho no Enamed; instituição de Fernandópolis está entre as mais penalizadas
Após desempenho no Enamed; instituição de Fernandópolis está entre as mais penalizadas

Universidade Brasil - Campus Fernandópolis. Foto: Divulgação
Da Redação
O Ministério da Educação (MEC) acaba de publicar portarias que determinam a aplicação de sanções para diversas instituições de ensino superior do Brasil que ofertam cursos de Medicina e que tiveram resultados considerados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.
O Enamed é aplicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e tem como objetivo aferir a qualidade da formação médica oferecida pelas faculdades brasileiras, avaliando conhecimentos, competências e habilidades dos concluintes do curso.
De acordo com os dados divulgados em janeiro, dos 351 cursos avaliados em todo o país, 107 obtiveram notas 1 ou 2 — os dois níveis mais baixos da escala, que vai até 5. Esses cursos ficaram sujeitos a sanções administrativas que variam conforme a gravidade do desempenho apurado. No nível mais rigoroso, a suspensão para ingresso de novos estudantes é total.
Entre as instituições penalizadas está a Universidade Brasil (UB), que possui campus em Fernandópolis. A instituição foi enquadrada no segundo nível mais severo das penalidades previstas pelo MEC.
As medidas aplicadas à UB incluem:
Segundo o MEC, as instituições enquadradas nesse nível deverão apresentar plano de melhoria acadêmica, com cronograma e metas, sob acompanhamento da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres). Caso não haja evolução satisfatória, novas sanções podem ser aplicadas.
Além da Universidade Brasil, também foram enquadradas no mesmo nível de penalidade:
O Ministério da Educação informou que as medidas têm como objetivo assegurar padrões mínimos de qualidade na formação médica e proteger estudantes e a população atendida pelos futuros profissionais.
O processo de supervisão inclui acompanhamento pedagógico, análise da infraestrutura, qualificação do corpo docente e adequação dos campos de estágio e internato. As instituições podem apresentar defesa administrativa dentro dos prazos estabelecidos nas portarias.
Até o momento da publicação da matéria, a Universidade Brasil não havia divulgado posicionamento oficial sobre as medidas.
Relembre o caso clicando nos links: