EMERGÊNCIA

Piloto morre após queda de avião; vítima já havia sido condenada por tráfico aéreo

Piloto morre após queda de avião; vítima já havia sido condenada por tráfico aéreo

Monomotor caiu na madrugada de sábado (18) em área rural; aeronave estava com certificado vencido e impedida de voar

Monomotor caiu na madrugada de sábado (18) em área rural; aeronave estava com certificado vencido e impedida de voar

Publicada há 1 hora

Fotos: Arquivo pessoal / PM-SP

Da Redação

O piloto que morreu após a queda de um avião monomotor em Altair, na madrugada de sábado (18), foi identificado como Gabriel Bispo Gonçalves. Ele era o único ocupante da aeronave.

De acordo com as informações apuradas, o acidente ocorreu por volta das 0h45, em uma propriedade rural próxima a um canavial. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar (PM-SP) foram acionadas após um trabalhador relatar ter visto um clarão seguido de um foco de incêndio nas proximidades da frente de colheita de cana-de-açúcar.

No local, os socorristas encontraram a aeronave destruída, com destroços espalhados pela área. O piloto morreu no local.

Gabriel residia em Ponta Porã (MS). Segundo a polícia, ele já havia sido condenado pela Justiça Federal, em novembro de 2023, por envolvimento no transporte de drogas por meio de aeronaves. Ainda conforme as investigações da época, ele teria ligação com o uso irregular de aviões para esse tipo de atividade.

Aeronave irregular

A aeronave envolvida no acidente, um monomotor modelo Cessna U206E, prefixo PT-XRI, estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) vencido desde o dia 9 deste mês, conforme informações da Agência Nacional de Aviação Civil.

Sem o documento válido, o avião estava legalmente impedido de operar, o que caracteriza situação irregular de voo. O registro indica que a aeronave pertence à empresa Igor Leite Distribuidora Ltda., com sede na capital paulista.

Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro apontam que o avião foi fabricado em 1970, possui capacidade para até seis pessoas (incluindo o piloto) e tinha autorização apenas para uso privado, sem permissão para transporte remunerado de passageiros.

Investigação

A Força Aérea Brasileira informou, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que investigadores foram acionados para realizar a chamada “Ação Inicial” no local da ocorrência.

Nessa etapa, são aplicados procedimentos técnicos para coleta e validação de dados, preservação de evidências, análise preliminar dos danos à aeronave e levantamento de outras informações que irão subsidiar a investigação das causas do acidente.

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