PENSAMENTO DA SEMANA
Quando você passar por momentos difícies e se perguntar onde estará Deus, lembre-se que durante uma prova o professor está em silêncio.”
Aline Barros
MINUTINHO:
Equilíbrio
O homem naturalmente busca o prazer e o bem-estar.
Trata-se de reflexo do instinto de conservação, cujo objetivo é assegurar a existência física pelo máximo de tempo possível.
A vida terrena é imprescindível à evolução intelectual e moral dos Espíritos.
Ela apenas deixa de ser necessária em estágios superiores da existência imortal.
Assim, o gosto pelo prazer atende naturais imperativos de evolução.
O sexo é prazeroso e mediante ele a espécie se perpetua. Caso não houvesse alguma satisfação envolvida nos atos procriativos, a Humanidade estaria extinta há longa data.
A alimentação também envolve prazer. O corpo físico necessita receber combustíveis adequados a sua estrutura. O atendimento dessa necessidade não se dá apenas por força do apelo da fome, mas também envolve satisfação.
O descanso igualmente traz uma certa volúpia.
O atendimento de todas as necessidades naturais, sejam físicas ou emocionais, engloba determinada dose de prazer.
Como o ser humano não foi feito para viver sozinho, ele se regozija no contato com seus amigos e amores. A necessidade de contato e de reconhecimento pelos semelhantes, quando é atendida, produz doces sensações.
Evidentemente, a sabedoria reside no equilíbrio. Negar-se os prazeres comuns à existência, sem qualquer objetivo nobre, nada tem de elogiável.
A mãe que se priva de pão para alimentar os filhos dá mostra de abnegação e nobreza. Mas se alimentar menos do que o necessário à manutenção da saúde apenas para autoflagelo não é recomendável.
Os objetivos superiores da existência não são incompatíveis com as pequenas alegrias terrenas.
Jesus sinalizou essa verdade, ao afirmar que não é o que entra, mas o que sai da boca do homem que o contamina.
Se a voluntária privação dos bens da vida não é boa, o mesmo se dá com o abuso.
A glutonaria provoca doenças e diminui o tempo de vida.
O uso desvirtuado das forças genésicas produz desequilíbrios físicos e emocionais.
Dormir demais ou descansar em excesso constituem desperdício de tempo.
Assim, o relevante é guardar equilíbrio perante os gostos e os prazeres terrestres. Se eles não são condenáveis, também não constituem o objetivo da existência. Ninguém nasce para comer, beber, dormir e procriar.
Entender o prazer em seu real valor ajuda a não demonizá-lo ou endeusá-lo. Viver corretamente não pressupõe abster-se das alegrias e satisfações comuns à condição humana. A pureza não reside na abstenção dos dons da vida, mas em utilizá-los com equilíbrio e discernimento, sem prejudicar a si e ao próximo. A sabedoria reside em tudo utilizar com moderação, sem se tornar escravo de hábitos, coisas ou sensações.
Empenhe-se em ser equilibrado, bondoso e solidário.
Autoria desconhecida
CRÔNICA
Lição de um barqueiro
Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente, enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra “acreditar” e no outro “agir”.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito “acreditar” e remou com toda força. O barco então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito “agir” e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
- Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: agir e acreditar. Não basta apenas acreditar, senão, o barco ficará rodando em círculos, é preciso também agir para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.
Autoria desconhecida